“O passe não é para cortar!”

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Miguel Moreira, estudante na manifestação contra o fim dos passes Sub-23. | ©Samuel Alves

A ação de protesto de dia 25 de janeiro juntou, na estação de metro Cidade Universitária, meia centena de estudantes revoltados com a extinção do passe Sub-23, que permitia um desconto de 50% nos transportes públicos.
A concentração foi convocada pela Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (AEFLUL), sob o olhar atento de vários elementos da PSP.

Miguel Moreira, estudante de Tradução na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, diz já estar “um bocado farto” deste Governo, pois já paga 1000 euros por ano “entre comida, propinas, despesas com o curso e gasóleo”, por isso decidiu juntar-se a esta concentração (munido de máscara e tudo, como se pode ver na foto de cima) junto à estação de metro Cidade Universitária, em solidariedade com os colegas estudantes revoltados com o fim do Passe Sub-23.

Diogo Correia contra o fim dos passes Sub-23. | ©Samuel Alves

“O facto de terem anunciado um novo desconto de apenas 25%, mas só até junho, é pura demagogia. Quero de volta o meu passe a 50%. O passe é um direito meu!”, disse à Mais Superior Diogo Correia, estudante de Ciências da Cultura na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Inês Lima contra o fim dos passes Sub-23. | ©Samuel Alves

“Isto é mais uma barreira e mais um ataque ao ensino superior público. Estes 62 euros que eu vou ter de começar a pagar de passe combinado (quando só pagava 30 euros) vão fazer toda a diferença no meu orçamento… E no dos meus pais”, explicou Inês Lima, estudante de Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

[ Foto: Samuel Alves ]

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