Vamos poder ver a Ria Formosa à lupa

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Ria Formosa | ©UALG

Quem é que nunca se apaixonou por um pôr-do-sol na Ria Formosa, essa deslumbrante área protegida com estatuto de Parque Natural que se estende pelos concelhos de Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António sob o olhar atento do Rio Ancão? Pois bem, investigadores da Universidade do Algarve (UALG) iniciaram uma campanha de sondagens na Ria Formosa para conhecer detalhadamente a estrutura de sedimentos acumulados nos últimos oito mil anos naquele sistema lagunar, o mais extenso do País. As sondagens postas em prática pelos cientistas do Centro de Investigação Marinha e Ambiental da UALG, em colaboração técnica com a empresa Geolgar, têm como objetivo atravessar na íntegra os depósitos lagunares acumulados durante os últimos sete/ oito mil anos sobre a superfície continental alagada.

Financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), no âmbito do projeto SIHER (Processos de Preenchimento Sedimentar e a Evolução Holocénica do Sistema Lagunar da Ria Formosa), o estudo permitirá estabelecer a sequência cronológica dos processos que conduziram à formação da laguna. Será igualmente reconstruída a evolução ambiental/climática e a história da ocupação antrópica no Algarve, que acompanharam a formação da Ria Formosa.

Saber mais sobre as alterações climáticas

Este projeto, coordenado por Tomasz Boski, conta com a participação do Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade da Universidade do Porto (CEPESE/UP) e tem um financiamento de 100 mil euros que se prolonga até janeiro de 2014, refere a UALG em comunicado. Visto que o conhecimento que atualmente a comunidade científica tem acerca da magnitude e frequência das alterações climáticas e sobre o nível médio do mar está ainda bastante limitado aos resultados decorrentes da pesquisa empírica, baseados nas respostas da linha de costa às alterações climáticas e do nível médio do mar, “com este projeto pretende-se estreitar esta lacuna, apresentando previsões mais realistas da evolução costeira sob a influência de cenários impostos, relativos a mecanismos forçadores climáticos e a alterações no fornecimento sedimentar”.

Este estudo vai ter em conta dados validados em trabalhos anteriores, fornecendo resultados à comunidade científica, organizações governamentais, agentes económicos e sociedade em geral.

[ Foto: UALG ]

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