Alunos querem pacotes com menos açúcar

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Grupo de Trabalho (Cristina Vicente, Nazaré Roberto, Nuno Ribeiro e Solange Miranda) | ©IPT

Os alunos da licenciatura em Gestão e Administração de Serviços de Saúde do Instituto Politécnico de Tomar (IPT) Cristina Vicente, Nazaré Roberto, Nuno Ribeiro e Solange Miranda, coordenados pelo professor Luís Morais no âmbito, fizeram uma petição (145 assinaturas) para que as embalagens individuais de açúcar fossem reduzidas e passem a conter um máximo de seis gramas. “A ideia surgiu no âmbito da cadeira Gestão e Concepção de Políticas Hospitalares e teve como objectivo apresentar um trabalho que aliasse uma parte teórica a outra prática – nós pensámos no tema da importância da participação do cidadão na agenda política e resolvemos, inspirados na medida da redução do sal no pão, fazer uma petição que diminuísse para seis gramas a quantidade de açúcar nas saquetas”, explicou à Mais Superior Solange Miranda, afirmando que além da análise de estatísticas e diversos estudos, em conversa com os colegas verificou que a maioria das pessoas nunca utilizava a totalidade do açúcar no pacote para beber o café, chá ou outras bebidas.

O número de assinaturas conseguidas não obriga a que a petição seja discutida em plenário (algo que só acontece acima das quatro mil assinaturas), mas gerou debate, tendo sido o deputado socialista Manuel Pizarro o incumbido de ser o relator desta petição. “Embora o trabalho tenha sido apresentado por nós há quase um ano, só agora soubemos do resultado da petição e ficámos muitos contentes, fomos até contactados por vários meios de comunicação social e obtivemos inclusivamente o prémio de Segundo lugar juntamente com uma compensação económica no Concurso FEED”.

Na sequência desta iniciativa, o Parlamento ouviu várias entidades, chegando-se à conclusão de que a indústria tem agido de forma “autoregulada” e tem vindo a reduzir os pacotes voluntariamente – a maioria dos pacotes têm entre seis e oito gramas e já há muitos de cinco e sete gramas e até de quatro. “Recentemente soubemos até que os pacotes da Delta tinham um peso que ronda as seis gramas e meia, o que louvamos e vai exatamente ao encontro do que defendemos no nosso projeto”, concluiu Solange.

Menos açúcar, mais saúde!

Os alunos acreditam que, introduzindo um limite máximo de seis gramas – mais de acordo com os valores recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nos pacotes de açúcar, vai ser mais fácil combater alguns problemas de saúde, nomeadamente, a diabetes, a obesidade, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, cujos tratamentos têm um peso significativo para a saúde.

[ Foto: ©IPT ]

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