Atenção aos aneurismas

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Luis Alexandre Rocha (Sensor 3) | ©Samuel Fortunato

O Departamento de Electrónica Industrial (DEI) da Escola de Engenharia da Universidade do Minho desenvolve, desde 2009, um novo sensor com uma tecnologia apoiada por telemetria para apoio a intervenções de reparação endovascular de aneurismas (EVAR). 
A Universidade do Minho conta com parcerias do MIT Portugal, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e do Instituto Superior Técnico.

Quais são as vantagens deste novo sensor? “A principal vantagem é o facto de estarmos a falar de uma tecnologia de baixo custo e de sensor muito fino e muito flexível”, disse o coordenador e professor Luís Alexandre Rocha, do Departamento de Electrónica Industrial da Universidade do Minho à Mais Superior, acrescentando que “Os pacientes poderão ser monitorizado no pós-operatório a partir de casa ou no seu dia-a-dia e que o sensor permite ainda saber melhor o que está a acontecer ao aneurisma”.
A somar a estas vantagens, o tratamento por EVAR constitui uma alternativa muito pouco invasiva em relação à cirurgia convencional: “o sensor é colocado na mesma cirurgia e juntamente com o “stent graft” de correção da artéria, sem cirurgias complementares e invasões com cateteres à parte.” Financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), este estudo vai trazer vantagens transversais em áreas muito além da eletrónica industrial, já que explora o mundo dos materiais simultaneamente flexíveis e condutores que trabalhem com sensores e que poderão ser aplicáveis noutros campos e áreas.

Sobre o Departamento de Electrónica Industrial

O Departamento de Electrónica Industrial (DEI) da Escola de Engenharia da Universidade do Minho possui instalações nos dois pólos da Universidade do Minho (Braga e Guimarães) e desenvolve atividades no ensino, na investigação e na prestação de serviços à comunidade. Tem como principais projetos de ensino o Mestrado Integrado em Engenharia Electrónica Industrial e Computadores, Mestrado Integrado em Engenharia de Comunicações e o Mestrado Integrado em Engenharia+ Biomédica. 

O DEI privilegia as seguintes áreas de investigação: Controlo, Automação e Robótica; Eletrónica e Instrumentação; Eletrónica de Potência e Atuadores; Informática Industrial e Telecomunicações. Mais informações em www.dei.uminho.pt.

Podes ouvir aqui a entrevista a Luis Alexandre Rocha

[ Foto: Samuel Alves ]

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